José Medeiros de Lacerda

Leia poesia - A poesia é o remédio da alma

Textos

A ROLINJHA FOI-SE EMBORA
(Lindicácia Nascimento)
Pois eu também vi os ovos
Da rola que não peguei
Eu tava no “mei” da roça
Quando de perto avistei
Uma coisa se bulindo
Me abaixei e fui subindo
Logo comigo pensei.

É agora que eu pego
A rola na minha mão
Vou lhe acariciar
Com gosto e empolgação
Depois eu vou lhe soltar
Ver a bixinha voar
Sem rumo, sem direção.

Com calma botei a mão
Na cabeça da danada
Que escapuliu pelos dedos
Senti bem a deslizada
A rolinha nessa hora
Bateu asa e foi “simbora”
E me deixou assanhada.

Só os ovos que ficou
Em cima duma videira
Protegido pelo ninho
De uma rola faceira
Qual uva deliciosa
Fez da rola graciosa
E de mim uma feiticeira.

(Dão de Jaime)
Lindicacia tu não vai
Cair com a cara na lama
Na arte de alisar rola
Parece que ganhou fama
Veja que tenho razão
Rolinha tem proteção
Cuidado com o IBAMA

A rola que tu pegou
Parecia uma criança
Me diga se era grande
Se era de confiança
Já que deixou tu pegar
E com a mão alizar
Pense numa rola mansa?

Se for tempo de inverno
A rola com frio se treme
Tem rola branca e azul
Tem rola da cor de creme
Tanto que eu pesquisei
Porém ainda não sei
Qual o macho nem a feme.

Tem rola que é acesa
Que parece uma faísca
Se for pra alisar rola
Dão de Jaime não se arrisca
Lindicácia minha amiga
Eu quero que tu me diga
Será que ROLA belisca?

Lindicácia Nascimento
Na rola que eu trisquei
Não senti a beliscada
Por que ela escapuliu
Numa rapidez danada
Não quis saber de carinho
Deixou os ovos no ninho
E eu com a cara espantada

(José Lacerda)
Eu tenho uma rolinha
Criada no meu quintá
Bichinho de estimação
Solta e livre pra voá
Voa e vorta quando quer,
Cassinha, se tu quiser
Eu deixo tu alisá.

Nem precisa de pagá
Só precisa querer bem
Tem a cabeça roxinha
O corpo é roxo também
Toda rola é bonitinha,
Mas como a minha rolinha
Te juro que igual não tem!

Lindicácia Nascimento
Zé Lacerda, eu pego ela
Sem precisar de agrado
Sei que a sua rola é mansa
Mais precisa ter cuidado
Mode nós se entender.
Vou ver ela se tremer
Com o meu acariciado.

José Lacerda
Nem precisa ter cuidado
Que ela vai corresponder
Pois suas mãos delicadas
Não farão ela sofrer
Sei que rolinha não geme
Mas se toda rola treme
A bichinha vai tremer!
Zé Lacerda, Lindicássia Nascimento e Dão de Jaime
Enviado por Zé Lacerda em 15/02/2017
Copyright © 2017. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras