José Medeiros de Lacerda

Leia poesia - A poesia é o remédio da alma

Textos

A LENDA DO CABOCLO DÁGUA
Trecho do Cordel:
Mandaram edificar
Numa praia em Juazeiro
Uma estátua do Homem D’água
Gastou-se muito dinheiro
Tem doze metros de altura
Mas com isso a criatura
Ficou muito prazenteiro.

Sempre alegre e presepeiro
Dá risadas infernais
Assusta pela aparência
Porém não ataca mais
Petrolina e Juazeiro,
E foi marcar seu terreiro
Em outros rios nacionais.

O Estadão de Goiás
Está vivendo esse dilema
Nos rios Paranaiba
Rio Verde, Apoema,
Pescador está perdido
Pois o negro tem surgido
Causando muito problema.

No Rio Paranapanema
A notícia se espalhou
Que lá tinha um Homem D’água
Perseguindo pescador
Quem à noite ali pescava
No rio não mais entrava
Depois que ele chegou.

Ribeirinho se assombrou
Somente de ouvir falar
Se afastavam do rio
Viviam só de rezar
Se não fosse reza brava
O Homem D’água atacava
Pois tava morando lá.

Do Tocantins ao Pará
O negro também atua
No Rio Paranaíba
É visto em noite de lua
No Araguaia há registro
Que um pescador tinha visto
Aquela figura nua.

Há lugares que ele atua
Disfarçado em animais
Na cidade Pirapora
Que é lá pras Minas Gerais
Contam que um pescador viu
Um burro morto no rio
Há alguns anos atrás.

Foi procurar os sinais
Para aos donos avisar
Porém o burro afundou
Não houve como encontrar
Mas quando olhou a canoa
O negro estava na proa
Querendo a mesma afundar.
Série Coisas do Brasil - Vol. XXXIII
Zé Lacerda
Enviado por Zé Lacerda em 11/02/2012
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